domingo, 24 de julho de 2016

Os últimos acontecimentos fervilhavam em minha cabeça! Foi tudo tão rápido e intenso, que eu tinha receio de que iria acordar a qualquer momento, e que tudo não haveria passado de um sonho. Mas minha bunda dolorida me fazia lembrar que tudo havia sido muito real. Todas as sensações estavam muito vivas em minha memória e em meu corpo, e tudo o que eu mais desejava era reviver tudo novamente, o frio na barriga, o medo, a excitação! E o prazer que tudo isso estranhamente me causava!
Nos veríamos novamente no meio da semana, ainda iríamos combinar pois tanto ele quanto eu tínhamos nossos compromissos. E o que ele menos desejava era causar qualquer problema para mim. Mas minha ansiedade em vê-lo era tão grande, que eu pouco me preocupava com o restante da minha vida, só queria vê-lo novamente.
Havíamos combinado que ele ligaria, e que eu iria esperar o telefonema, mas a ansiedade não permitiu.
Ainda eram 10h da manhã do domingo  e eu já havia feito uma longa caminhada pelo bairro, lavado o quintal e arrumado minhas gavetas. Fiz tudo isso tentando desviar o foco dos meus pensamentos que pareciam presos em tudo o que eu havia vivido no dia anterior.
As mãos pesadas dele em meu corpo, segurando meus braços e me colocando de bruços em seu colo, o medo e a excitação, a dor. A dor que eu ainda sentia ao sentar e que me fazia estremecer de prazer.
Não aguentei e antes do almoço liguei para ele.

- Thiago, oi tudo bem?
- Bom dia Beatriz, estou ótimo! E você? Dormiu bem?
- Sim!
Que mentira, dormi muito mal, acordando de hora em hora e demorando uma eternidade para voltar a dormir.
- Você é mesmo uma mocinha um tanto ansiosa, lembra que disse que eu ligaria para você?
- Desculpa, te atrapalhei em algo?
- Não, apenas estou observando seu comportamento, e tenho notado que você ou não presta muita atenção no que digo, ou é ansiosa demais para esperar.
- Sou ansiosa, muito! Confesso!
- Ok, com o tempo iremos trabalhar nisso. O que pretende fazer o resto do dia?
- Não tenho nada programado.
- Ótimo, que tal me acompanhar numa livraria, preciso comprar uns livros, e depois podemos tomar um café e conversar um pouco, o que acha?
- Perfeito!

Almocei com minha família e logo fui me arrumar para encontrar o Thiago. Fiquei em dúvida sobre o que vestir, troquei de roupa umas cinco vezes, e nada parecia me agradar. Até que desisti e optei para o básico jeans e blusinha.
Minha mãe entrou no quarto enquanto eu me maquiava.
- Vai sair Beatriz?
- Vou sim mamãe, encontrar com um amigo, mas volto cedo.
- Hum amigo, sei!
- Amigo sim, ao menos por enquanto!
Minha mãe sorriu e disse:
- Aproveite minha filha, os anos voam e você está na melhor fase da vida. Só tome muito cuidado com quem se envolve, tente não arrumar problemas para o seu coração.
- Tá certo mamãe, fique tranquila que se tudo continuar correndo bem, em breve lhe apresente este amigo. Dei um beijo nela e me despedi.

A livraria ficava bem perto da minha casa, então fui à pé. No caminho eu sentia meu estômago embrulhar, era a ansiedade. Eu me sentia muito agitada ao lembrar do que havia acontecido, e um tanto envergonhada.
Logo cheguei na livraria, e ele já estava lá. Observei ele de longe, estava distraído folheando um livro. Fiquei por alguns minutos ali parada, pensando no quanto ele parecia ser uma pessoa comum, mas o quanto ele era surpreendente e diferente dos outros homens com quem eu havia me relacionado. Tudo bem que eu não tinha uma grande experiência, havia me relacionado mais seriememte apenas com uma pessoa. Mas ele era realmente diferente.
Resolvi me aproximar já que ele não parecia ter notado minha presença.
- Livro interessante?
- Ah sim, bastante! Não a vi chegar.
Ele largou o livro e me abraçou. Passou as mãos pelos meus cabelos e me deu um beijo.
- Gosta de ler Beatriz?
- Depende do livro, alguns me inspiram, outros me dão preguiça.
Ele sorriu.
- Adoro essa sua sinceridade.
- Ah , é verdade! Não vou bancar a intelectual e dizer que gosto de todos os livros, tem alguns bem chatos.
- Bem, mas não é o caso deste, era ele que eu estava procurando.
Ele pagou o livro e saímos caminhando pela rua meio sem rumo, ele estava me contando as novidades do trabalho com empolgação, um projeto que há muito ele queria implantar com os alunos finalmente estava saindo do papel e ele estava realmente feliz com isso.
- E você Bia, vou te chamar assim ok? Quais são seus planos quanto à faculdade, trabalho?
- Trabalho está complicado conseguir, quando veêm que estou cursando psicologia as empresas não contratam por saberem que certamente vou buscar algo na minha área assim que me formar. E estágio, ou é não remunerado ou pagam uma miséria, acabo desanimando de procurar.
- Mas não pode! Envie seu currículo no meu e-mail, vou dar uma olhada nele e ver se tem algum ponto a melhorar. E a senhorita precisa fazer alguma atividade extra-curricular, não pode se acomodar apenas com a faculdade. Faculdade te direciona ao conhecimento, mas é a prática que vai trazer aprendizado real e experiência.
- Eu sei, vou continuar procurando.
- A faculdade não oferece nenhum tipo de atividade extra-curricular? Eles não oferecem atendimento à população, não mantém nenhum tipo de ambulatório ou trabalho voluntário?
- Ah, até tem, mas não tenho muita vontade de participar não.
- Então amanhã mesmo você irá procurar os responsáveis e vai ver o que precisa fazer para participar.
- Ah Thiago, não to afim não!
- Dona Beatriz, não estou perguntando se a senhorita está afim, estou dizendo que amanhã você IRÁ verificar o que é preciso para participar, e vai me informar! Isso não é um pedido, é uma ORDEM! Entendeu?
Respirei fundo e concenti com a cabeça, não tive coragem de contrariar.
Ele parou na minha frente segurou meu queixo levantando minha cabeça.
- Quero que diga olhando nos meus olhos que entendeu.
- Entendi!
- Entendi sim Senhor! Repita!
- Entendi sim Senhor!
- Pense Beatriz, é muito mais fácil você conseguir um bom estágio na sua área se você já estiver atuando nela, mesmo que como voluntária.
A ideia de trabalhar novamente como voluntária não me agradava nem um pouco, preferia ocupar meu tempo livre assistindo séries ou fazendo qualquer outra coisa, que trabalhar de graça. Sou do tipo de pessoa que não consegue disfarçar quando está aborrecida com algo, então ele logo notou que eu não havia gostado nada da ideia.
- Vamos menina, tire esse bico antes que eu arrume um motivo real pra ele! Estou pensando no seu currículo, coisa que a senhorita deveria fazer.
- Tá bom, não gostei da ideia mas vou me esforçar para fazer o que você mandou.
- Muito bem! À propósito, quero que daqui em diante me chame de senhor quando estivermos só nós dois.
Eu achava um pouco estranho chamá-lo de Senhor, mas a ideia me excitava.
-Sim Senhor.
-Ótimo, que tal irmos para minha casa? Sei que a ideia era irmos tomar um café, mas gostaria de lhe mostrar algo.
- Tenho escolha?
Perguntei sorrindo. E ele respondeu com um lindo sorriso também.
-Não!

Ansiedade

Os últimos acontecimentos fervilhavam em minha cabeça! Foi tudo tão rápido e intenso, que eu tinha receio de que iria acordar a qualquer momento, e que tudo não haveria passado de um sonho. Mas minha bunda dolorida me fazia lembrar que tudo havia sido muito real. Todas as sensações estavam muito vivas em minha memória e em meu corpo, e tudo o que eu mais desejava era reviver tudo novamente, o frio na barriga, o medo, a excitação! E o prazer que tudo isso estranhamente me causava!
Nos veríamos novamente no meio da semana, ainda iríamos combinar pois tanto ele quanto eu tínhamos nossos compromissos. E o que ele menos desejava era causar qualquer problema para mim. Mas minha ansiedade em vê-lo era tão grande, que eu pouco me preocupava com o restante da minha vida, só queria vê-lo novamente.
Havíamos combinado que ele ligaria, e que eu iria esperar o telefonema, mas a ansiedade não permitiu.
Ainda eram 10h da manhã do domingo  e eu já havia feito uma longa caminhada pelo bairro, lavado o quintal e arrumado minhas gavetas. Fiz tudo isso tentando desviar o foco dos meus pensamentos que pareciam presos em tudo o que eu havia vivido no dia anterior.
As mãos pesadas dele em meu corpo, segurando meus braços e me colocando de bruços em seu colo, o medo e a excitação, a dor. A dor que eu ainda sentia ao sentar e que me fazia estremecer de prazer.
Não aguentei e antes do almoço liguei para ele.

- Thiago, oi tudo bem?
- Bom dia Beatriz, estou ótimo! E você? Dormiu bem?
- Sim!
Que mentira, dormi muito mal, acordando de hora em hora e demorando uma eternidade para voltar a dormir.
- Você é mesmo uma mocinha um tanto ansiosa, lembra que disse que eu ligaria para você?
- Desculpa, te atrapalhei em algo?
- Não, apenas estou observando seu comportamento, e tenho notado que você ou não presta muita atenção no que digo, ou é ansiosa demais para esperar.
- Sou ansiosa, muito! Confesso!
- Ok, com o tempo iremos trabalhar nisso. O que pretende fazer o resto do dia?
- Não tenho nada programado.
- Ótimo, que tal me acompanhar numa livraria, preciso comprar uns livros, e depois podemos tomar um café e conversar um pouco, o que acha?
- Perfeito!

Almocei com minha família e logo fui me arrumar para encontrar o Thiago. Fiquei em dúvida sobre o que vestir, troquei de roupa umas cinco vezes, e nada parecia me agradar. Até que desisti e optei para o básico jeans e blusinha.
Minha mãe entrou no quarto enquanto eu me maquiava.
- Vai sair Beatriz?
- Vou sim mamãe, encontrar com um amigo, mas volto cedo.
- Hum amigo, sei!
- Amigo sim, ao menos por enquanto!
Minha mãe sorriu e disse:
- Aproveite minha filha, os anos voam e você está na melhor fase da vida. Só tome muito cuidado com quem se envolve, tente não arrumar problemas para o seu coração.
- Tá certo mamãe, fique tranquila que se tudo continuar correndo bem, em breve lhe apresente este amigo. Dei um beijo nela e me despedi.

A livraria ficava bem perto da minha casa, então fui à pé. No caminho eu sentia meu estômago embrulhar, era a ansiedade. Eu me sentia muito agitada ao lembrar do que havia acontecido, e um tanto envergonhada.
Logo cheguei na livraria, e ele já estava lá. Observei ele de longe, estava distraído folheando um livro. Fiquei por alguns minutos ali parada, pensando no quanto ele parecia ser uma pessoa comum, mas o quanto ele era surpreendente e diferente dos outros homens com quem eu havia me relacionado. Tudo bem que eu não tinha uma grande experiência, havia me relacionado mais seriememte apenas com uma pessoa. Mas ele era realmente diferente.
Resolvi me aproximar já que ele não parecia ter notado minha presença.
- Livro interessante?
- Ah sim, bastante! Não a vi chegar.
Ele largou o livro e me abraçou. Passou as mãos pelos meus cabelos e me deu um beijo.
- Gosta de ler Beatriz?
- Depende do livro, alguns me inspiram, outros me dão preguiça.
Ele sorriu.
- Adoro essa sua sinceridade.
- Ah , é verdade! Não vou bancar a intelectual e dizer que gosto de todos os livros, tem alguns bem chatos.
- Bem, mas não é o caso deste, era ele que eu estava procurando.
Ele pagou o livro e saímos caminhando pela rua meio sem rumo, ele estava me contando as novidades do trabalho com empolgação, um projeto que há muito ele queria implantar com os alunos finalmente estava saindo do papel e ele estava realmente feliz com isso.
- E você Bia, vou te chamar assim ok? Quais são seus planos quanto à faculdade, trabalho?
- Trabalho está complicado conseguir, quando veêm que estou cursando psicologia as empresas não contratam por saberem que certamente vou buscar algo na minha área assim que me formar. E estágio, ou é não remunerado ou pagam uma miséria, acabo desanimando de procurar.
- Mas não pode! Envie seu currículo no meu e-mail, vou dar uma olhada nele e ver se tem algum ponto a melhorar. E a senhorita precisa fazer alguma atividade extra-curricular, não pode se acomodar apenas com a faculdade. Faculdade te direciona ao conhecimento, mas é a prática que vai trazer aprendizado real e experiência.
- Eu sei, vou continuar procurando.
- A faculdade não oferece nenhum tipo de atividade extra-curricular? Eles não oferecem atendimento à população, não mantém nenhum tipo de ambulatório ou trabalho voluntário?
- Ah, até tem, mas não tenho muita vontade de participar não.
- Então amanhã mesmo você irá procurar os responsáveis e vai ver o que precisa fazer para participar.
- Ah Thiago, não to afim não!
- Dona Beatriz, não estou perguntando se a senhorita está afim, estou dizendo que amanhã você IRÁ verificar o que é preciso para participar, e vai me informar! Isso não é um pedido, é uma ORDEM! Entendeu?
Respirei fundo e concenti com a cabeça, não tive coragem de contrariar.
Ele parou na minha frente segurou meu queixo levantando minha cabeça.
- Quero que diga olhando nos meus olhos que entendeu.
- Entendi!
- Entendi sim Senhor! Repita!
- Entendi sim Senhor!
- Pense Beatriz, é muito mais fácil você conseguir um bom estágio na sua área se você já estiver atuando nela, mesmo que como voluntária.
A ideia de trabalhar novamente como voluntária não me agradava nem um pouco, preferia ocupar meu tempo livre assistindo séries ou fazendo qualquer outra coisa, que trabalhar de graça. Sou do tipo de pessoa que não consegue disfarçar quando está aborrecida com algo, então ele logo notou que eu não havia gostado nada da ideia.
- Vamos menina, tire esse bico antes que eu arrume um motivo real pra ele! Estou pensando no seu currículo, coisa que a senhorita deveria fazer.
- Tá bom, não gostei da ideia mas vou me esforçar para fazer o que você mandou.
- Muito bem! À propósito, quero que daqui em diante me chame de senhor quando estivermos só nós dois.
Eu achava um pouco estranho chamá-lo de Senhor, mas a ideia me excitava.
-Sim Senhor.
-Ótimo, que tal irmos para minha casa? Sei que a ideia era irmos tomar um café, mas gostaria de lhe mostrar algo.
- Tenho escolha?
Perguntei sorrindo. E ele respondeu com um lindo sorriso também.
-Não!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

As primeiras palmadas

Os dias passaram rápido, e eu mal conseguia conter minha ansiedade, aliás a ansiedade tinha se tornado minha fiel companheira desde que tudo isso começou.
Nos falamos todos os dias durante a semana que se passou, e eu já estava começando a me sentir um pouco mais à vontade. Ele não era o tipo de pessoa que se limitava a falar apenas de BDSM, e isso me agradava muito pois permitia com que nos conhecêssemos melhor.
Combinamos que no sábado nos encontraríamos no shopping e que lá decidiríamos qual seria o nosso destino.
O sábado chegou, e lá fui eu encontrar o Thiago. E desta vez me vesti de acordo com meus gostos sem receio dele achar estranho. Coloquei um vestido xadrez e uma sapatilha, prendi os cabelos num rabo de cavalo. Me olhei no espelho e não parecia ter mais de 18 anos jamais, perfeito!
Quando cheguei ele abriu um sorriso enorme, um sorriso lindo cativante!
- Beatriz, meu Deus como você está linda!
- Obrigada!
- Cadê meu abraço?
Desta vez joguei-me em seus braços sem inseguranças, e ele me abraçou forte levantando-me do chão.
- Estava com saudades Beatriz, não sabe como fico feliz em tê-la em meus braços!
- Também senti saudades, já sabe onde iremos?
- Tenho uma proposta, mas quero que você aceite só se realmente se sentir à vontade para isso!
- E qual a proposta?
- Quero te levar pra minha casa, te apresentar um pouco do meu universo de perto. Aceita?
Eu já previa que esta fosse a proposta, e já tinha pensado na resposta.
- Sim, aceito! Quero conhecer o Thiago mais de perto!
Disse isso e os olhos dele brilharam!
Fomos para o carro e seguimos para sua casa, na verdade apartamento. Ele morava num prédio em um bairro próximo dali.
O apartamento era bonito, decorado com muito bom gosto nem parecia que ali morava um homem sozinho, tudo muito bem organizado.
- Nossa, lindo seu apartamento!
- Modéstia á parte tenho bom gosto! Fique á vontade vou pegar algo para bebermos.
Fiquei ali na sala olhando a enorme estante de livros. Ele realmente gosta de ler, havia livro dos mais diversos assuntos, de engenharia da informação à filosofia.
- Não vá bagunçar meus livros hein mocinha!
Levei um susto, achei que ele ainda estava na cozinha!
- Não é má ideia!
Ele deu um sorriso e balançou a cabeça.
- Venha tomar este suco comigo!
Devolvi o livro na estante e fui tomar o suco.
- Notei que você está menos tensa, mais solta, estou gostando de ver!
- Você está conquistando minha confiança, e está me fazendo me sentir segura.
- Me conquistou também, alias acho que me conquistou naquele dia na sala dos professores. Foi a partir dali que desejei ter você em meus braços, para cuidar, amar e disciplinar.
A última palavra fez me sentir inquieta com um frio na barriga, fiquei sem graça.
- A ultima vez que perguntei sobre como se sentia em relação a isso você não soube o que me dizer, então repito a pergunta: Como se sente em relação a mim e ao que desejo com você?
- Eu pensei bastante desde então. Você é uma pessoa incrível, inteligente e me passa segurança. Estou gostando de te conhecer, e amei saber dos seus desejos por mim.
Ele não tirava os olhos de mim, dava para notar a satisfação dele ao ouvir o que eu dizia.
- Acho que então podemos definir algumas coisas a partir de aqui então? Mas primeiro gostaria que você dissesse o que espera de mim, o que deseja? Seja sincera assim como fui com você!
- Eu sempre quis um relacionamento em que eu fosse dominada, disciplinada, mas que também houvesse sentimentos não se limitasse ao BDSM, não sei se me fiz entender!
- Sim, completamente! Você quer mais que um Dono, pelo que entendi você quer alguém que queira também um compromisso a mais. E sim me interesso por isso! Não quero você apenas como submissa, a quero como mulher, como namorada e quem sabe esposa um dia.
Será que isso era um pedido de namoro?
- Uau, você é rápido!
- Na verdade sei bem o que quero também, apenas isso...
- E acho que queremos o mesmo!
Nem creio que completei a frase assim na lata!
Ele levantou, estava no lado oposto da sala, veio até mim, segurou minhas mãos e me puxou para que eu me levantasse. Me levantei, ele me abraçou e me beijou.
- Quero você Beatriz, quero você pra mim!

E assim tudo realmente começou, naquele mesmo dia eu ainda estaria sobre o seu colo recebendo várias palmadas, e eu não fazia ideia do quanto isso seria doloroso e prazeroso!
- E eu quero ser sua!
- Que bom que concordamos, agora precisamos ver se iremos concordar no restante: quero que sejas uma menina obediente, caso contrário poderei te castigar com palmadas, chineladas, cintadas ou com outros instrumentos que eu achar conveniente. Quero que confie em mim para decidir o que é melhor para você, para conduzi-la e orienta-la. Concorda com isso? Tem algo que queira dizer sobre?
Não sabia se estava realmente pronta pra viver tudo aquilo intensamente, mas fato é que eu não queria recusar então aceitei, com um tanto de receio mas disse sim!
- Aceito!
- E sobre as punições, algum limite? Algo que não queira? Este é o momento de definirmos isto, tem medo de algo? Algo que não queira experimentar?
- Eu nunca apanhei antes, então não sei na prática o que não suportaria. Mas cane me assusta um tanto, nos vídeos que vi parece que é a que provoca uma reação maior em quem apanha.
- Cane realmente dói, faremos assim; cane você irá experimentar quando cometer uma falta grave, e depois voltaremos a conversar sobre se será usada novamente.
- Ok, outra coisa, não quero marcas aparentes. Você sabe, moro com meus pais e não quero que vejam marcas em mim, então nada de marcas nas pernas ou braços.
- Sem problemas, deixo para marcar seu bumbum, pois este espero que ninguém veja mesmo!
Senti meu rosto queimar, eu ficava muito envergonhada com a forma que ele falava.
- E você vai ter que aprender a se soltar comigo, não precisa ficar tímida assim!
- Com o tempo vou mudar, pode ter certeza!
- Quero combinar umas coisinhas com você, coisas que quero que você passe a fazer diariamente:
Quero que passe a se alimentar corretamente sem pular refeições e que me diga diariamente o que almoçou e jantou. Todas as vezes que for sair de casa tire uma foto antes do que está vestindo envie para mim e aguarde minha resposta se estou de acordo com o que vestiu. Quero saber todas as vezes que você sai de casa, até mesmo para ir à padaria quero que me peça permissão pra sair. Quero o acesso á sua área de aluno da faculdade, vou monitorar suas notas de perto! Quero que me apresente seus amigos mais próximos, não precisa falar como é nosso relacionamento, me apresente apenas como seu namorado. Mas quero saber com quem você anda.
- Nossa! Só isso?
Perguntei sarcasticamente.
- Por enquanto sim! E não use de sarcasmo ou petulância se não quiser acabar levando umas palmadas, desta vez vai passar em branco, mas tenha certeza que a próxima não!
Não aguentei e comecei a rir, a ideia de apanhar me excitava mas ao mesmo tempo achava a cena um tanto engraçada.
-Então a mocinha achou graça né?
Ele que até agora estava em pé na minha frente, caminhou até o sofá e sentou-se.
- Venha aqui Beatriz, vou te mostrar que não é tão engraçado quanto parece!
Eu gelei, estava ali parada e não sabia bem como reagir. Deveria obedecer e ir até ele ou me afastar mais? Resolvi seguir meus instintos, e recuei!
- Não!
- Não tenha medo, seja boazinha e venha aqui! AGORA!
- Não estou com medo! Mas não vou!
Estava sim com medo, meu coração parecia que iria explodir. Recuei mais um pouco e cruzei os braços, e olhei em seus olhos com tom de desafio!
-NÃO VOU!
Como pude gritar com ele, nem eu sei de onde veio este ímpeto. No mesmo instante ele levantou e veio até mim, me segurou pela cintura, me pegou no colo e me levou até o sofá. Quando me dei conta já estava deitada de bruços em seu colo.
- É Beatriz, já vi que terei um belo desafio pela frente, obedecer não me parece ser o seu ponto forte.
Logo deu a primeira palmada.
- Mas vou ajudar você a superar isso, será um imenso prazer!
- Me solta!!!
- Não mocinha, nem comecei, serão apenas algumas palmadas para você ver que não é tão engraçado quanto pensa, e principalmente para ajuda-la a lembrar de me obedecer quando eu chama-la.
E ele começou a bater em minha bunda com palmadas fortes e alternando os lados. Eu estava morta de vergonha, mas a excitação era imensa também. Quantas vezes eu havia imaginado esta cena, mas é muito diferente sentir na pele. Doia mais que do que eu esperava, então logo comecei a gritar:
- Paraaaaaaa! Isso dói muitoooo!!!!!
Eu tentava me soltar, mas não tinha a menor chance de me livrar.
- Quietinha, não grite não queremos que os vizinhos ouçam não é mesmo?
E ainda tinha essa, os vizinhos! Realmente a ideia de alguém ouvir meus gritos não me agradava.
-Tá não grito mas me solta!!!
- Ainda não!
Terminando de dizer isso ele que até então estava batendo por cima do vestido, levanta a saia do vestido e passa a mão na minha bunda já vermelha das primeiras palmadas.
- Isto está começando ficar bom!
Quase morri de vergonha, não sabia o que estava mais vermelho se meu rosto ou minha bunda.
- Thiago meu vestido não! Me solta!
- Acho que você não está em condições de decidir nada meu amor, quietinha aí que agora você vai experimentar o peso da minha mão de verdade!
Sério que eu ainda não havia experimentado? Minha bunda inteira ardia pelas palmadas que ele havia dado ainda por cima do vestido, sem o vestido protegendo certamente seria pior.
Ele deu a primeira palmada que me fez gritar sem querer!
- AAAAIIIIII!!!!Paaaaaraaaaa!!!
- Shiiiuuuuuuu! Sem escândalo!
E continuou a bater, eu me remexia a cada palmada tentando me soltar ou fazer com que ele errasse o alvo, mas ele acertava minha bunda em cheio. Nem sei quanto tempo durou, mas foi o suficiente pra me deixar dolorida por uns dois dias.
Ele me soltou, eu levantei rapidamente e me afastei ! Minha bunda parecia estar em chamas.
- Será assim sempre Beatriz, respondeu mau, desobedeceu, foi irônica. Seu bumbum irá pagar caro.
Eu não respondi. Apenas respirei fundo e fiz um bico enorme!
Ele me puxou para o seu colo, eu tentei recuar, mas ele me segurou e me sentou.
- Minha menina, agora você é minha menina e eu sei o que é melhor para você! E sei que isso lhe fará muito bem.
E o sábado terminou com nós dois ali juntos conversando, nos conhecendo e descobrindo que tínhamos muitas coisas em comum.



sábado, 20 de junho de 2015

O primeiro encontro

E quem disse que eu consegui pregar os olhos naquela noite. O que havia acontecido ficava martelando na minha cabeça, era tudo tão surreal, tão inesperado! Eu já havia notado algo de diferente nele, mas nunca em hipótese alguma havia imaginado ele como um Dominador. Ele era sim uma pessoa altiva e forte, mas jamais imaginei tal coisa. Ele era muito respeitado na escola em que trabalhávamos, tanto pelos alunos quanto por funcionários. Começou a trabalhar ali como estagiário, se formou e com o tempo conquistou o cargo de coordenador.
Eu pouco o conhecia, mas o que sabia sobre ele me instigava, ainda mais depois do encontro de hoje. E como seria daqui pra frente? Nós havíamos nos despedido no shopping prometendo termos um encontro em breve para podermos conversar melhor. Trocamos telefone e nos abraçamos, eu fui embora atordoada, e agora estou aqui na minha cama com a mente a mil.
Eu já estava acostumada a imaginar mil e uma situações com pessoas aleatórias que eu conhecia, colegas de faculdade, professores, vizinhos, amigos. Mas tudo sempre ficou no meu mundinho da imaginação, nunca tive real intenção de realizar as cenas que eu fantasiava. E agora eu me deparava com a oportunidade de viver o que eu sempre sonhei.
Não foi difícil imaginar diversas situações com o Thiago, situações em que ele me repreendia e me castigava fisicamente, e a sensação era ótima. Se imaginar era bom como seria então viver a experiência na vida real? Eu estava decidida a me arriscar!
Passaram alguns dias e nada dele ligar para mim, eu estava numa ansiedade sem limites. Não consegui dormir direito, nem me concentrar nos estudos. Passava o dia esperando que ele ligasse, mas parecia que isso não iria acontecer, e estabeleci um limite - Se ele não ligar até amanhã as 17 horas eu irei resolver isso. Ou eu ligo ou apago o número dele e esqueço dessa história de vez!
Eis que para minha surpresa naquela mesma noite recebi o tão esperado telefonema:
- Beatriz?
- Sim, tudo bem?
- Tudo sim, e você como está, o que tem feito?
 - Estou bem, só um momento.
O professor já estava olhando feio para mim então saí da sala.
- Pronto, agora podemos falar.
- Desculpe estou te atrapalhando?
- De forma alguma, essa aula é mesmo um porre.
- Por que não me disse que estava em aula? Nos falamos mais tarde...
- Não! Vamos falar agora!
- Não, volte para sala agora!
E para o meu desespero ele desligou o celular, droga!
A aula parecia passar em câmera lenta, o tempo não passava e minha ansiedade só aumentava. Fui para casa tomei um banho e deitei na cama e tentei esperar pacientemente pela ligação dele, que não aconteceu. Adormeci esperando. E na manhã seguinte acordei me sentindo um zumbi, como se tivesse passado a noite inteira em claro. Eu estava um tanto aborrecida com a atitude dele e resolvi que não iria esperar.
- Alô Thiago?
- Oi Beatriz, como está?
- Bem e você, olha fiquei esperando você ligar.
- Não liguei por que sei que chega cansada da faculdade e precisa dormir.
- Tudo bem, mas o que iria me dizer ontem?
- Então, quero encontra-la amanhã de manhã estou livre e você?
- Por mim tudo bem!
- Então nos encontramos no shopping mesmo e de lá vamos para algum lugar que possamos conversar com mais tranquilidade.
- Pode ser.
- As 8 horas tudo bem?
Pensei, puxa vou ter que acordar cedo! Mas é por uma boa causa então vale à pena.
- Ok, tudo bem sim!
E então ficou combinado, e o resto do dia passei com o estomago embrulhado sem conseguir comer direito tamanha era minha ansiedade. À noite fui para a faculdade, estava apenas de corpo presente porque minha mente viajava longe. Não via a hora de chegar em casa e dormir logo para a noite passar rápido e por fim nessa minha tensão. E foi o que fiz, cheguei em casa, tomei um banho, programei o despertador e fui dormir, e apesar da ansiedade consegui pegar no sono sem problemas.
O despertador tocou ás 6h45, levantei tomei um banho para despertar, coloquei uma camiseta e um jeans. Fiz uma maquiagem básica apenas para disfarçar minhas enormes olheiras e fui com a cara e a coragem.
Quando cheguei ele já estava no local combinado. Quando eu o vi de longe uma tensão percorreu meu corpo, tive o ímpeto de voltar atrás, era uma mistura de medo, vergonha e desejo. Respirei fundo e fui:
- Puxa!Você é pontual Beatriz, isso é ótimo sinal.
Eu apenas sorri, nem bom dia consegui falar. Algo nele me intimidava demais, e agora que conhecia as intenções dele me deixava muito sem graça.
- Vai mesmo ficar aí muda? Venha me dê um abraço!
Com muita timidez o abracei, e ele retribui me abraçando com tanta força que cheguei a ficar quase sem ar.
- Bem, vamos?
- Pra onde?
- Calma, apenas uma cafeteria aqui perto mesmo. É um lugar mais tranquilo e reservado, vamos poder conversar melhor lá.
- Ah sim! Vamos então!
Fomos até o carro dele que estava no estacionamento do shopping, e em poucos minutos já estávamos acomodados na cafeteria que era a poucas quadras dali.
A cafeteria era um lugar realmente agradável e aconchegante, com poltronas estofadas e um delicioso aroma de café.
- Aposto que você não comeu nada antes de sair.
- Como sabe?
- É comum de garotas da sua idade, vivem de dieta e evitam tomar um bom café da manhã porque acreditam engordar.
- É, no meu caso é porque quando acordo realmente não tenho muito apetite.
- Sem problemas, agora você poderá comer algo com tranquilidade. Café com leite e pão?
Eu consenti com a cabeça.
- Ótima garota!Então, pensou sobre nossa ultima conversa? Conseguiu digerir o assunto, quer me perguntar algo?
Eu apenas respiro fundo e aceno positivamente com a cabeça.
- Vamos! Diga algo! Desde que te encontrei você está praticamente muda, preciso saber o que pensa, qual sua opinião sobre o que conversamos?
- Não sei!
- Como assim não sabe? Depois de tudo o que te contei, me abri com você sobre algo muito íntimo. E você disse já conhecer o BDSM, pensei que esse tempo que não nos falamos você teria pensado sobre o assunto e chegado a alguma conclusão.
- Eu pensei, mas não sei o que pensar sobre a situação. Até então você era quase um estranho. Aí nos encontramos e você fala tudo aquilo, do seus desejos em relação a mim.
- Ok, se você não se sente à vontade para seguirmos com o assunto, ou se apenas não quiser tudo bem!
- Não! Eu quero, apenas estou um pouco tímida.
- Então façamos assim, eu pergunto e você responde, tudo bem?
- Sim!
- Qual a sua experiência em relação ao BDSM
 - Eu apenas me interesso pelo assunto, mas experiência real nenhuma. Apenas pesquisas e estudos, leio sobre o assunto há algum tempo, mas nunca conheci sequer uma pessoa do meio pessoalmente.
- Muito bem! Então vamos com calma, relaxe!
- Você já deve saber então sobre os papéis dentro do BDSM, como sabe eu sou Dominador e também sádico. Qual o seu papel, já conseguiu descobrir apenas lendo? Se identifica com algum?
- Sim, a princípio pensei ser submissa, mas com o tempo notei que me encaixo melhor no papel de Brat, pois meu maior desejo não é servir e sim desafiar. Gosto de desafiar, medir força mas no final ser vencida.
- Humm, desafiar! Muito interessante, gosta da dor?
- Sim, mas não qualquer dor. Precisa de um contexto para que a dor seja interessante para mim, precisa ser uma punição.
- Punições são interessantes, me atrai muito também. Adoro punir uma garota desobediente.
Ele diz isso olhando nos meus olhos, sinto meu rosto queimar e posso apostar que estou mais vermelha que um pimentão.
- Temos gostos em comum Beatriz, penso que temos uma boa afinidade. Você é tolerante a dor ou se julga sensível.
- Dores no contexto comum não sou muito tolerante, mas vindo de uma sessão não sei avaliar.
- Bem isso descobriremos em breve no que depender de mim!
Nossa! Ele realmente era rápido, e parecoa decidido!
Nosso café chegou, comemos como se o assunto ali debatido fosse s coisa mais natural do mundo, mas por mais que eu tentasse relaxar eu ainda me se tia um tanto timida e tensa.
- Mais tranquila? Tem algo que gostatia de me perguntar, fique á vontade!
- No momento não!
- Sabe me dizer o que sente em relação ao que conversamos até agora? O que pensa sobre o que sinto por você?
- Como disse, me interesso. Mas confesso que tenho receio pela minna inexperiência. E pelo fato de nos conhecermos tão pouco.
- Eu entendo, mas podemos nos conhecer melhor! O que acha?
- Por mim tudo bem!
- Vamos nos encontrar com frequência, podemos fazer como hoje!
Ou quando você puder marcar algo a noite, pizza, cinema? Você gosta?
- Sim, claro!
E a partir dali nosso assunto fluiu para outros temas, música, viagens, livros! Ele era uma companhia agradável.
Nos despedimos já deixando o próximo encontro combinado. Eu sentia um misto de sentimentos em relação a tudo o que estava acontecendo medo e desejo. E torci para para o sábado chegar logo e nos encontrarmos!


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Prazer, sou seu melhor sonho e seu pior pesadelo!

Eu cursava o terceiro ano de Psicologia, e depois de muito procurar finalmente consegui um estágio. Não era o estágio dos meus sonhos, mas era o que tinha no momento. Eu iria estagiar auxiliando crianças com dificuldade de aprendizagem em uma escola estadual, apenas 3 vezes por semana. Eu não me identificava muito com a tarefa, mas como precisava adquirir alguma experiência prática resolvi aceitar. Primeiro dia lá vou eu, caindo de sono! Nunca achei uma boa ideia acordar cedo, sou do tipo de pessoa que simplesmente não funciona bem de manhã. Chegando na escola fui apresentada à turma onde iria estagiar, e ao aluno que iria ajudar. Um garoto de 12 anos com síndrome de down. Ele era uma criança adorável, mas precisava de atenção especial devido às suas dificuldades, e cabia a mim acompanha-lo e ajuda-lo em suas dificuldades. Deveria fazer um relatório sobre suas dificuldades e desenvolvimento que iria ajudar aos professores a encontrar a melhor forma de adequar-lo à turma. Não foi difícil, e em pouco tempo eu já havia me afeiçoado ao garoto e acostumado com a turma. Com o tempo conheci os demais funcionários da escola, e entre eles o Thiago, ele era o coordenador pedagógico das turmas do segundo grau. Como eu trabalhava com os alunos do ensino básico eu praticamente não tinha contato com ele, apenas raras vezes em que nos cruzávamos pelos corredores e o cumprimentava. Até um fatídico dia, em que trocaríamos mais que um bom dia ou até logo.
Era junho e como de costume a escola realizaria uma festa junina. Pediram para que eu colaborasse se possível, e eu topei ajudar. Me colocaram no caixa de comes e bebes. Meio a contra gosto aceitei, não tenho a menor habilidade para lidar com dinheiro. Pleno sábado de manhã, e lá estou eu caindo de sono ouvindo as instruções sobre a festa. Metade do que foi dito eu não entendi, mas não me preocupei. Afinal que mistério teria em pegar o dinheiro e dar a ficha para o povo. Bem lá vou eu para o meu posto. Logo as pessoas começaram a chegar, crianças, adolescentes e suas famílias. Música alta e muito burburinho, risos e pessoas animadas, e eu ali caindo de sono com um sorriso amarelo no rosto. O tempo passou rápido, e assim que a festa acabou, eu mais que depressa juntei o dinheiro do meu caixa, as fichas que sobraram e corri na tesouraria da escola para entregar.
Quando cheguei na tesouraria a porta estava encostada, mas não havia ninguém. Eu desesperada para ir embora decidi não esperar. Coloquei o envelope com o dinheiro e as fichas juntos em um envelope maior. Escrevi no envelope um pequeno recado especificando o que era e para quem era e fui embora. Eu não sabia o problema que estava arrumando ao fazer isso!
Segunda-feira lá vou eu para o estágio. Chegando lá fui comunicada que o responsável pela tesouraria me aguardava, achei estranho e já fiquei preocupada. Chegando lá a bomba! Cadê o dinheiro do meu caixa? Sumiu!!! Expliquei o que havia feito, porém o envelope havia sumido, e a responsabilidade era minha por não ter cumprido as orientações, que por sinal não ouvi quando estava dormindo em Nárnia! O combinado era de que ao final da festa, todos os que estivessem nos caixas entregariam o dinheiro diretamente ao responsável pelo setor. E este na frente da pessoa iria conferir o dinheiro, para que não houvesse problemas para ambas as partes. Quem disse que eu lembrava disso? Se quer ouvi esse instrução, e agora estava com um problema enorme , no envelope havia mais de R$2.000,00. Não é novidade para ninguém que os seres mais duros do planeta são os universitários. Eu não tinha essa grana toda para repor. O tesoureiro foi um tanto grosso comigo, e ainda deixou claro que eu era suspeita de ter ficado com a grana, afinal ninguém havia me visto ir até a tesouraria. Discutimos, eu fiquei muito nervosa, e saí da sala dele aos prantos.
Precisava me recompor, fui até o banheiro da sala dos professores, lavei o rosto e tentei me acalmar. Mas meus olhos e rosto vermelhos entregavam que eu havia chorado. Resolvi ficar um pouco na sala até passar a vermelhidão dos olhos. Eis que entra na sala o coordenador! Eu muito envergonhada desvio o olhar, mas ele vem até mim.
- Oi, tudo bem? Você parece nervosa, aconteceu algo?
- Não, nada demais.
Tudo o que eu mais queria era sumir dali. Mas ele para meu desespero senta na cadeira ao meu lado.
- Qual o seu nome mesmo?
- Beatriz.
- Beatriz, não quer me contar o que houve, quem sabe não poderei ajudá-la.
Eu penso - Quer mesmo me ajudar? Some daqui por favor! Abaixo a cabeça e balanço negativamente, um nó imenso se forma em minha garganta e eu não consigo segurar o choro.
- Calma! Olha se não quiser, não precisa dizer nada agora, mas procure se acalmar! Daqui a pouco esta sala vai estar cheia de professores, acredito que não queira que mais pessoas lhe veja deste jeito não é mesmo?
Ele me pega pelas mãos e me leva até o banheiro, molha as mãos e passa em meu rosto vermelho.
- Que tal irmos comer algo? Esqueça um pouco seu problema, depois com calma você me conta o que aconteceu e pensamos numa solução, pode ser?
Eu estava tão nervosa e sem saber como agir que acabei concordando. E lá fomos nós para uma lanchonete que havia em frente à escola. Ele falando todo o tempo, e eu muda apenas acenando com a cabeça.
Ele era um homem de traços fortes, sorriso cativante e muito agradável. Mas havia algo nele que despertou meu interesse, sua iniciativa, sua postura, seu jeito simpático porém firme.
Comemos algo e eu me sentia mais calma, ele notando que eu havia me acalmado perguntou se eu poderia contar o que havia acontecido para estar tão nervosa. E eu contei o incidente pra ele.
Ele respirou fundo e me lançou um ar de reprovação sem emitir uma única palavra. Isso me fez ficar novamente nervosa:
- Olha , você não tem que se envolver nesta história. Eu sei que errei e vou dar um jeito de resolver isso, e vou provar que não sou uma ladra! Todo meu nervosismo não é tanto pelo dinheiro, dinheiro dá-se um jeito, mas pela acusação levantada contra mim!
Disparei sem respirar!
Ele balançou a cabeça negativamente e disse:
- Não acredito que você tenha ficado com o dinheiro. Mas convenhamos que você foi um tanto irresponsável. Se o combinado era entregar em mãos, assim deveria ter feito!
-Eu estava com pressa!
-Não justifica!
Eu me levantei e sai deixando-o sozinho na mesa da lanchonete. Ele mais que depressa me alcança e segura meu braço:
- Olha quero ajuda-la, mas fugir assim não vai resolver o problema!
- Agradeço muito! Mas pode deixar que eu mesma vou resolver isso.
Soltei meu braço e fui embora.
Na quarta-feira voltei à escola com o valor perdido. Contei a história para os meus pais, e eles me emprestaram a grana. Eu pretendia pagá-los assim que começasse em um estágio remunerado, visto que este que eu havia conseguido não era.
Entreguei o dinheiro e pedi que me dispensassem do estágio, não havia mais clima para eu trabalhar ali. Com muito pesar me despedi do garoto que ajudava, mas realmente não me sentia mais a vontade num lugar onde boa parte das pessoas certamente me viam como ladra.
Alguns meses se passaram, e um belo dia estou andando apressadamente no shopping quando tropeço em quem? Sim, no Thiago, o coordenador!
- Beatriz! Puxa que bom revê-la!
- Oi Thiago, tudo bem?
- Você sumiu, nunca mais a vi na escola.
- Eu achei melhor sair do estágio depois do ocorrido.
- Então é por isso que não a vi mais, que pena, poderíamos ter resolvido isso de outra forma.
- Obrigada, mas realmente achei melhor assim.
- Entendo, tem um tempo para um sorvete?
- Claro!
Como rejeitar um convite desses? Sentamos por ali mesmo e começamos a tomar nossos sorvetes.
- Desculpa o mal jeito daquele dia, eu estava realmente muito nervosa.
- Tudo bem, está perdoada!
Ele diz isso com um meio sorriso e um olhar que me derreteu. Fiquei sem graça.
- Mas e agora, o que está fazendo? Conseguiu outro estágio?
- Não por enquanto, mas estou procurando.
- Por ser teimosa!
- Claro que não. Não tinha o menor clima pra eu continuar alí!
- Teimosa sim, eu teria resolvido isso pra você se não fosse teimosa e orgulhosa!
Como assim? Que folgado, mal me conhece!
- Olha já agradeci sua disposição em me ajudar, e realmente não estou nada afim de falar sobre este assunto!
 - Apesar de achar que merecia ser castigada pela irresponsabilidade, teria conversado com o tesoureiro, e diria ter visto você entrar na tesouraria. Sou uma pessoa respeitada e com certeza meu discurso a seu favor tiraria a má impressão que ficou devido o incidente.
Respirei fundo, senti meu rosto queimar. Fiquei muda e sem saber o que responder.
- Mas concorda que um castigo era merecido pela irresponsabilidade?
Mais uma vez emudeci, meu rosto queimava e minhas mãos estavam suando. Que situação estranha!
Depois de um tempo, com ele me olhando fixamente consigo dizer algo.
- Então eu merecia um castigo? E o que faria comigo?
Não acredito que tive coragem de fazer esta pergunta. Acho que vou sair correndo!
- Com certeza. Se dependesse de mim levaria algumas palmadas para aprender a cumprir ordens!
Não creio que ele falou isso! Acho que prendi a respiração por alguns segundos. Uma sensação estranha percorreu meu corpo. Ao mesmo tempo que eu queria sumir dali, eu sentia uma vontade imensa de continuar para ver até onde iria aquela conversa.
- Acho que já sou bem grandinha para levar palmadas, não?
- Não , não é! Eu a observava de longe, sempre tive essa vontade! Seu jeito insolente, desafiador me instigava. Mas como estávamos num ambiente de trabalho eu me continha. No dia em que a encontrei chorando na sala dos professores fiquei comovido com seu nervosismo, a minha vontade era acalenta-la, cuida-la. E quando você contou o ocorrido minha vontade imediata era de deita-la sobre meus joelhos e lhe dar muitas palmadas.
Mais uma vez emudeci. Tudo o que ele havia dito me excitava demais! Mas eu estava sem palavras, sem saber como agir e morrendo de vergonha. Eu já havia me imaginado várias vezes em situações parecidas , onde eu era punida e apanhava por algo de errado. Mas nunca imaginei que me depararia com tal situação na vida real, a única coisa que consegui dizer foi:
- O que?
- Desculpe! Não quero assusta-la, não é essa a intenção! Acho que antes de expressar meus desejos quanto à você eu deveria ter explicado, você deve estar me achando um louco e...
Interrompi a fala dele.
- Eu sei, eu entendo perfeitamente seus desejos, e..
- E?
Mais uma vez fico sem saber o que dizer.
- Ehhh!
- Você sabe o que é um Dominador? Já ouviu falar em BDSM?
- Sim!
- Gosta? Te interessa?
- Sim!
- Não fique monossilábica, não precisa ter vergonha!
- Ok!
Ele lança aquele olhar novamente, eu estremeço! Como pode tão de repente surgir uma pessoa assim. Que me faz estremecer só com o olhar? Que tem os mesmos desejos que eu, e que veio se interessar logo por mim? Destino? Acaso? Só sei que a partir deste momento minha vida mudaria para sempre, eu viveria meus melhores sonhos e meus piores pesadelos. E ambos seriam capazes de gerar um prazer intenso e profundo em mim!


terça-feira, 16 de junho de 2015

Descobrindo-se

Eu me sentia uma criança estranha, esta é a memória que tenho da minha infância. Eu gostava de provocar, de ser repreendida e castigada, mas isso não ocorria com muita frequência. Meus pais eram as pessoas mais tranquilas do mundo, e a eles nao me apetecia provocar. Minha vítima preferida era o professor de educação fisica. Um homem alto e muito bonito, que na época deveria ter trinta e poucos anos. Ele era simpático e atencioso com todos, mas nos tratava com certa rigidez, e foi exatamente este ponto que me despertou um estranho interesse. Enquanto as demais garotas faziam de tudo para agradá-lo, eu tinha um certo prazer em contrariá-lo. Gostava de vê-lo nervoso comigo, claro que na época com 10 ou 11 anos, não me lembro ao certo, eu não entendia o motivo de gostar tanto desta mistura de medo e excitação que sentia. Apenas sabia que era bom, e por isso me sentia muito diferente.
A adolescência chegou, e com ela o despertar da sexualidade. E eu continuava me sentindo estranha. Enquanto minhas amigas sonhavam com o príncipe encantado, eu sonhava com o bandido. Via muito mais graça no bad boy que no mocinho romântico. Cenas de novelas e filmes com spanking me fascinavam, hipnotizavam. Mas lamentava serem tão raras. Enfim a Internet abriu um novo mundo , e eu descobri que os meus desejos tinham nomes e eram mais comuns do que eu imaginava! Passava horas pesquisando, lendo contos, e participando de alguns chats. Na época eu tinha um namorado, cara legal e que eu confiava bastante. Resolvi apresentar o universo BDSM pra ele. A princípio ele achou um tanto estranho, mas topou ler mais sobre o assunto e tentar entender melhor os meus desejos. Mas ele realmente não tinha o menor jeito para a "coisa" e com o tempo meu interesse por ele murchou, viramos amigos. O tempo foi passando e o assunto  Dominação me interessava cada vez mais. E de novo me via como a estranha, pois diferente das submissas que conhecia, eu apesar de gostar de ser dominada nao tinha prazer em obedecer e servir, e sim em desobedecer e desafiar, e claro ser castigada por isso. A dor me atraia, mas não era qualquer dor! Era preciso todo um contexto para que a dor fosse excitante para mim. Precisava ser uma punição, um castigo! Com o tempo descobri que o que me atraia era o que chamavam de Disciplina Doméstica, e que eu me encaixava perfeitamente no perfil de Brat , que traduzindo para o português, significa criança birrenta. As principais características de um Brat são exatamente as minhas, prazer em desobedecer e desafiar. E de no final ser dominada e vencida, e por fim ser castigada pelo mau comportamento. 
Eu continuava com minha vida normal, com 22 anos cursando o terceiro ano de faculdade de psicologia. Já havia lido muito sobre BDSM, e estava muito bem resolvida quanto aos meus desejos, mas nunca havia tido uma experiência real. Tinha muito receio, e apesar de fantasiar muito, preferia guardar essa preferência e desejos pra mim. Até então, ler alguns contos e ver vídeos sobre spanking me bastavam. Eu jamais imaginaria que um dia todos os meus desejos bateriam à minha porta desafiando-me a vivê -los!